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16.03.22 |
Por João Peres e Tatiana Merlino, de Nova Mutum, Sinop e Sorriso (MT)
Cidades do Mato Grosso cortadas por rodovia que transporta soja e milho são marcadas por segregação social. Os lados determinam cor de pele, origem geográfica e renda
Após denúncia publicada pelo Joio, órgão federal havia prometido identificar ocupantes que criaram chácaras de lazer em assentamento localizado em capital do agro. Mas, passado um mês, autarquia não foi ao local, e agora alega falta de recursos
Os seis pareceres ignorados fazem parte de arranjos entre governos federal e de Mato Grosso para garantir concessão “perpétua” à maior operadora ferroviária do Brasil
07.03.22 |
Por João Peres e Tatiana Merlino, da Terra Indígena Tadarimana, Rondonópolis (MT)
Cercada por pecuária e soja, terra Bororo se vê agora ameaçada por linha férrea que vai escoar produção do agronegócio. Procurador ajuíza ação civil para investigar por que indígenas não estão sendo ouvidos. Para ele, postura da Funai viola a Constituição
17.02.22 |
Por João Peres e Tatiana Merlino, de Cláudia (MT)
Reportagem do Joio flagra loteamento ilegal em região-chave para o agronegócio. Casas de lazer são anunciadas publicamente no Facebook, com piscina e churrasqueira. Assentados acusam órgãos públicos de abandono no governo Bolsonaro
O que o Brasil de 2022 tem a ver com a Europa da Idade Média? Para além do óbvio, este episódio analisa como a perseguição às bruxas nos primeiros tempos de capitalismo foi atualizada para um novo processo de concentração de riquezas. A partir do livro “Calibã e a bruxa”, de Silvia Federici, analisamos como o agronegócio brasileiro tem no controle do corpo um instrumento fundamental para se legitimar. Esse processo fabrica inimigos por todos os lados para avançar sobre florestas, terras e águas brasileiras.
Abandonados pela Funai, povos indígenas são rodeados e assediados pelo agronegócio, que avança sobre milhares de hectares antes protegidos. A guerra cultural do agronegócio vende a ideia de um lucro fácil e rápido. Sem isso, um modelo que esgota a água, o solo e a vida não conseguiria parar em pé. Cidades inteiras são tomadas pela febre da soja, enquanto um país inteiro é bombardeado com meias verdades e mentiras inteiras, como a ideia de que o Brasil alimenta o mundo.
Assentamentos inundados pela soja. Grilados. Ou expulsos após vinte anos produzindo alimentos. Nas capitais do agronegócio, a produção de grãos aproveita o libera-geral do bolsonarismo para avançar sem entraves, e com muita violência. Nossa equipe viaja pelo estado para mostrar por que o Brasil está no rumo de uma tragédia sem precedentes, e comprova que o país se tornou o território-chave para um ciclo de acumulação de riqueza.
Novos investimentos abriram o mundo do agronegócio para pessoas comuns. A partir de R$ 100, você pode entrar em fundos de investimento que compram terras, grãos e ferrovias, ou comprar títulos do agro. O segundo episódio da série “Muito além da porteira” investiga como bilhões de reais estão sendo movimentados por pessoas físicas. A ideia de que “o Brasil alimenta o mundo” serve para atrair dinheiro e evitar qualquer explicação sobre o agravamento do cenário de fome, inflação e concentração de terras.
Para entender o agro Balança comercial Relação entre importações e exportações do país. Há anos tenta-se vender a ideia de que o agro sustenta a economia brasileira na balança, ideia que a gente já discutiu aqui. Banco de investimentos Instituições privadas especializadas em compra e venda de investimentos. BTG Pactual e XP Investimentos, dois dos […]