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Competição com soja e milho, prioridade à exportação, desmonte de políticas públicas e empobrecimento deixam o prato-símbolo do Brasil em situação perigosa
Ministério da Agricultura prevê dois milhões de hectares a menos para arroz, feijão e mandioca em 2030. Soja e milho devem avançar mais 27% em produção e chegar a 70 mi de hectares
Fatores que contribuíram para a carestia, como o câmbio e a crise econômica, mantêm-se pelos próximos meses, provocando efeitos na cultura e na qualidade alimentar
Só quatro das últimas 15 safras foram rentáveis a produtores gaúchos, estado que entrega hoje mais de 70% da produção nacional. Mas nem todos os produtores são iguais: há até quem ganhe, mas muito mais quem perca
Em entrevista, o economista Renato Maluf comenta retrocesso nas políticas de segurança alimentar e nutricional e a relação da alta do arroz com a lógica privada de abastecimento
Como a falta de planejamento, a austeridade e a fé cega no agronegócio tiraram o arroz do prato do brasileiro. Eleito com a promessa de enxugar o estado, Jair Bolsonaro criou um estado seco, que só assiste e nada faz. O caso emblemático da alta dos preços do arroz mostra como o desmonte da política nacional […]
O preço recorde da soja e de commodities em geral cria pressão sobre as áreas para cultivo de alimentos e as florestas. E situação inédita de safra vendida até 2022 só piora o cenário